Bandeira vermelha predomina no Rio Grande do Sul

Vinte das 21 regiões Covid estão classificadas como de alto risco

A única região que não apresenta risco alto de contágio é Guaíba

O mapa preliminar da 33ª rodada do modelo de Distanciamento Controlado continua refletindo o alto índice de contágio do coronavírus no Rio Grande do Sul. Mesmo com a mudança nos indicadores da macrorregião Sul, alterando de bandeira preta para vermelha em Bagé e Pelotas, o alerta é máximo. Nesta rodada, a única região Covid que não apresenta risco alto de contágio é Guaíba, classificada em bandeira laranja (risco epidemiológico médio). As outras 20 regiões estão em bandeira vermelha.

As regiões com maior número de novos registros de hospitalizações nos últimos sete dias, por local de residência do paciente, são Porto Alegre (297), Caxias do Sul (207), Passo Fundo (121), Pelotas (86), Canoas (83) e Novo Hamburgo (81). Municípios e associações regionais que desejarem recorrer do mapa preliminar divulgado nesta sexta (18) podem enviar solicitações para o governo até as 6h de domingo (20). Depois de analisados pelo Gabinete de Crise na segunda-feira (21), o governo divulgará as bandeiras definitivas, vigentes de 22 a 30 de dezembro.

Embora tenha havido redução de 4% (de 1.375 para 1.316) no número de internados em leitos clínicos confirmados com Covid-19, pacientes em leitos de UTI aumentaram 2% (de 915 para 935). A elevação nos óbitos chegou a 20% (de 409 para 490) entre as últimas duas quintas-feiras, o que representa o maior patamar desde o início do modelo. Houve abertura de cerca de 60 leitos de UTI no Rio Grande do Sul. O sistema de cogestão regional, suspenso na primeira quinzena de dezembro, voltou a valer na terça-feira (15). Até o momento, 18 das 21 regiões Covid aderiram à cogestão, e adotam protocolos próprios, elaborados pelas associações regionais de cada região.

Nesta rodada, o Indicador “Ativos/Recuperados” necessitou de pequeno ajuste, uma vez que o tempo médio entre a confirmação do caso positivo e a inclusão no sistema está atualmente em mais de oito dias. Muitos casos estavam sendo inseridos com tamanho atraso que não estavam sendo contabilizados como ativos, entrando no sistema já como recuperados. Para corrigir essa distorção, o indicador passa a ser calculado com uma semana de defasagem. Assim, casos que ingressam tardiamente ao longo da última semana são agregados como ativos tendo a semana anterior como data de referência.

Regra 0-0
De acordo com o mapa preliminar da 33ª rodada, 478 municípios (do total de 497) estão classificados em bandeira vermelha, somando 10,9 milhões de habitantes, o que corresponde a 96,4% da população gaúcha (total de 11,3 milhões de habitantes). Desses, 167 municípios (733,7 mil habitantes, 6,5% da população gaúcha) podem adotar protocolos de bandeira laranja, porque cumprem os critérios da Regra 0-0, ou seja, não têm registro de óbito ou hospitalização de moradores nos últimos 14 dias, desde que a prefeitura crie um regulamento local. Dos 19 municípios em bandeira laranja (403,7 mil habitantes, 3,6% do RS), dez não registraram óbitos ou hospitalizações (78,8 mil habitantes, 0,7%).

Destaques da 33ª rodada
– número de novos registros semanais de hospitalizações confirmadas com Covid-19 aumentou 3% entre as duas últimas semanas (de 1.338 para 1.372);
– número de internados em UTI por SRAG aumentou 2% no Estado entre as duas últimas quintas-feiras (de 1.115 para 1.140);
– número de internados em leitos clínicos com Covid-19 no RS reduziu 4% entre as duas últimas quintas-feiras (de 1.375 para 1.316);
– número de internados em leitos de UTI com Covid-19 no RS aumentou 2% entre as duas últimas quintas-feiras (de 915 para 935);
– número de leitos de UTI adulto livres para atender Covid-19 no RS aumentou 13% entre as duas últimas quintas-feiras (de 407 para 460);
– número de registros de óbito por Covid-19 aumentou 20% entre as duas últimas quintas-feiras (de 409 para 490).