Matriz de risco de SC apresenta menor número de regiões em situação gravíssima

Avaliação mostra que a baixa taxa de isolamento social contribuiu para agravar o cenário

Em relação à avaliação realizada na semana passada e divulgada em 2 de setembro, deixaram a situação gravíssima as regiões Carbonífera, Oeste, Meio-Oeste e Alto Vale do Itajaí

A Matriz de Risco Potencial atualizada pelo governo estadual revela que Santa Catarina está com três regiões em estado gravíssimo em relação à pandemia de Covid-19, menor número desde julho. Naquele mês, Santa Catarina chegou a ter 12 locais neste patamar. Na semana passada, eram cinco regiões que estavam na situação. A matriz de risco potencial das regiões foi atualizada durante a semana e os dados divulgados preliminarmente aos municípios catarinenses.

Em relação à avaliação realizada na semana passada e divulgada em 2 de setembro, deixaram a situação gravíssima as regiões Carbonífera, Oeste, Meio-Oeste e Alto Vale do Itajaí. Pelo levantamento realizado esta semana, foram classificadas para o risco mais elevado as regiões de Laguna e Alto Vale do Rio do Peixe. A região Nordeste permaneceu com o risco gravíssimo e a o Extremo Oeste foi reclassificado para o risco alto.

Foram classificadas para o risco mais elevado as regiões de Laguna e Alto Vale do Rio do Peixe

A avaliação de risco potencial mostra que as dimensões relacionadas à taxa de isolamento social e também de isolamento dos casos foram as que mais contribuíram para o cenário grave e gravíssimo das regiões. Além disso, são avaliadas as dimensões de ampliação de leitos e de reorganização de fluxos assistenciais.

Mudanças na avaliação
A Matriz de Avaliação de Risco Potencial Regional desta semana trouxe uma alteração. Até então, o cálculo de ocupação de leitos de UTI considerava a “taxa de ocupação de leitos de UTI SUS GERAL”. A partir da avaliação realizada na quarta-feira (9), a medida adotada no seu cálculo foi alterada de para “taxa de ocupação de leitos de UTI SUS COVID”.

Essa alteração vem em um momento que se observa diminuição da internação de pessoas em UTIs em Santa Catarina por casos graves de Covid-19. Nos hospitais, os leitos reservados para a doença têm um isolamento respiratório específico, e a ocupação de leitos de UTI não reservados se dá quando há esgotamento de vagas isoladas. Com a redução do número de casos graves, a possibilidade de ocupação de todas as vagas em isolamento que gere necessidade de ocupação de outros leitos de UTI diminui, tanto que as cirurgias eletivas foram autorizadas e podem ocupar leitos de UTI gerais.

Santa Catarina continua contando com os leitos de UTI geral para a internação de casos graves de Covid-19 que necessitem de vaga, no entanto, especificou o indicador para cálculo de risco, com o objetivo de qualificar a matriz para a realidade apresentada. A pasta da saúde criou a ferramenta de acompanhamento da situação do coronavírus que pode ser acessada também pelos cidadãos. A plataforma aponta o cenário das macrorregionais de saúde divididas em quatro situações: gravíssimo, grave, alto e moderado. A atualização ocorre semanalmente e no link ainda é possível encontrar as recomendações para Poder Público, iniciativa privada e setor produtivo.