Em Spoleto, Antonella Giancoli, da Benarrivati, destaca o Ponte delle Torri, estrutura medieval de cerca de 230 metros que liga a área da Rocca às encostas de Monteluco. Desde 1958, a cidade também recebe o Festival dei Due Mondi
Suspenso cerca de oitenta metros acima de um desfiladeiro arborizado, o Ponte delle Torri é uma das construções mais reconhecíveis de Spoleto. Com aproximadamente 230 metros de extensão, a estrutura conecta a área da Rocca Albornoziana às encostas de Monteluco e serviu também para levar água das montanhas até a cidade.
Seu aspecto atual é geralmente associado aos séculos XIII e XIV, embora existam indícios de estruturas anteriores no local. Antonella Giancoli, responsável pela curadoria italiana da Benarrivati, inclui Spoleto nos roteiros pela Úmbria justamente pela combinação entre arquitetura, paisagem e uma programação cultural que ganhou projeção internacional no século XX.
Uma estrutura entre engenharia e paisagem
Construído em calcário local e sustentado por nove pilares ligados por arcos ogivais, o Ponte delle Torri desempenhava duas funções: transportar água até a cidade e criar uma passagem em direção a Monteluco.
A escala da construção chama atenção ainda hoje. Vista da região da Rocca ou dos caminhos próximos, a sequência de arcos atravessa o vale e se integra à paisagem montanhosa que cerca o centro histórico.
A travessia também conecta Spoleto a percursos de caminhada em direção ao Monteluco, reforçando uma relação entre cidade e natureza que vai além do monumento em si.
Um festival que mudou o calendário da cidade
Desde 1958, Spoleto recebe o Festival dei Due Mondi, criado pelo compositor Gian Carlo Menotti com a proposta de aproximar as culturas artísticas europeia e americana.
Ópera, teatro, dança, música e artes visuais ocupam diferentes espaços da cidade durante o evento, de teatros históricos à Piazza del Duomo e ao próprio Teatro Romano.
Para Antonella, o período do festival acrescenta outro ritmo à visita, mas não é condição para que Spoleto entre no percurso.
“Spoleto já vale a visita pela arquitetura e pela história, mas durante o Festival dei Due Mondi a cidade assume outro ritmo. Quando as datas da viagem coincidem com a programação, gosto de considerar algum espetáculo porque isso permite viver os próprios espaços históricos de uma maneira diferente”, pontua Antonella Giancoli.
Um centro histórico que atravessa períodos diferentes
Além do Ponte delle Torri e do festival, o centro de Spoleto reúne monumentos de épocas distintas. O Teatro Romano, construído a partir do século I a.C., continua integrado à vida cultural da cidade e recebe apresentações durante o Festival dei Due Mondi.
Igrejas, praças e construções medievais completam um percurso que pode ser feito a pé antes ou depois da visita à região da Rocca.
Na leitura da Benarrivati, Spoleto funciona justamente por essa sobreposição. Engenharia medieval, vestígios romanos e produção cultural contemporânea aparecem a pouca distância uns dos outros, dando à cidade uma densidade que justifica mais do que uma passagem rápida pela Úmbria.
Sobre a Benarrivati
Fundada e liderada por Antonella Giancoli, a Benarrivati é uma holding de viagens de alto padrão especializada em desenhar jornadas sob medida pelo solo europeu e africano. Com operação própria e equipes de concierges locais, a companhia elimina intermediários para garantir segurança jurídica, transparência financeira e discrição inegociável em cada etapa da experiência. Pautada pela ética do relacionamento e pela valorização do tempo, a Benarrivati transforma a hospedagem em propriedades privadas em uma forma de preservar memórias e legados familiares.

