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Divulga na Internet Notícias > Blog > Notícias > Aprender depois dos 60 pode abrir espaço para novos projetos e relações, indica o Dr. Yuri Silva Portela 
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Aprender depois dos 60 pode abrir espaço para novos projetos e relações, indica o Dr. Yuri Silva Portela 

Yuna Morisaki
Por Yuna Morisaki 25 de agosto de 2026 4 Min de leitura
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4 Min de leitura
Yuri Silva Portela 
Yuri Silva Portela 
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O que acontece quando a aposentadoria deixa de significar apenas mais tempo livre e passa a abrir espaço para novas experiências? Aprender um idioma, participar de uma oficina, descobrir uma habilidade digital ou voltar a estudar pode reorganizar a rotina e ampliar as possibilidades de convivência. Para o Doutor Yuri Silva Portela, pós-graduado em geriatria, esse movimento integra uma visão mais ampla do envelhecimento ativo, na qual a participação social também ocupa lugar importante.

Contents
Dominar habilidades desconhecidas exige atenção e adaptação  O ambiente de aprendizagem fortalece laços sociais entre adultos mais velhos  Centros culturais e bibliotecas oferecem oportunidades únicas para aprender na terceira idade  

Durante muito tempo, cuidar da saúde na velhice foi associado principalmente a exercícios, alimentação equilibrada e acompanhamento médico. Esses pilares continuam relevantes, mas não esgotam as necessidades de quem envelhece. A aprendizagem cria desafios intelectuais, estabelece compromissos e aproxima pessoas com interesses semelhantes, reunindo dimensões que nem sempre aparecem em atividades individuais.

Vale, portanto, olhar para a educação ao longo da vida por outro ângulo: não como obrigação acadêmica ou simples passatempo, mas como possibilidade de manter interesses, vínculos e projetos pessoais em movimento. Para quem busca formas de tornar a rotina mais ativa, conhecer os efeitos dessa escolha pode ajudar a identificar oportunidades que vão além das recomendações tradicionais.

Dominar habilidades desconhecidas exige atenção e adaptação  

Dominar uma habilidade desconhecida exige atenção, memória, associação de informações e adaptação. Diferentemente de tarefas realizadas automaticamente, o aprendizado coloca a pessoa diante de situações que ainda não fazem parte do repertório cotidiano. Esse exercício pode contribuir para manter o cérebro intelectualmente ativo, embora não deva ser apresentado como garantia de prevenção de doenças neurológicas.

Yuri Silva Portela 
Yuri Silva Portela 

O formato também influencia a experiência, alude Yuri Silva Portela. Uma pessoa pode aprender por meio de aulas presenciais, cursos online, atividades culturais ou oficinas práticas. O importante é encontrar uma proposta compatível com seus interesses e condições, já que a motivação tende a favorecer a continuidade e transformar a atividade em parte efetiva da rotina.

O ambiente de aprendizagem fortalece laços sociais entre adultos mais velhos  

Há uma diferença relevante entre aprender sozinho e participar de uma experiência compartilhada. Em uma turma, o conteúdo funciona como ponto de encontro: comentários, dúvidas, trabalhos e desafios criam oportunidades espontâneas de interação. Para adultos mais velhos, essa convivência pode representar uma nova porta de entrada para relações sociais.

O Dr. Yuri Silva Portela assevera que esse aspecto adquire especial importância quando mudanças na rotina reduzem os espaços habituais de convivência. Um curso pode proporcionar compromisso semanal, contato com diferentes gerações e a sensação de pertencimento a um grupo. Dessa forma, o benefício não está somente no conhecimento adquirido, mas também nas relações construídas durante o processo.

Centros culturais e bibliotecas oferecem oportunidades únicas para aprender na terceira idade  

Universidades abertas à terceira idade, centros culturais, bibliotecas, associações e plataformas digitais oferecem opções para quem deseja estudar após a aposentadoria. Atividades curtas ajudam a testar interesses e encontrar formatos adequados.

Na escolha, vale considerar:

  • Interesse pessoal: facilita a continuidade.
  • Adequação à rotina: horários e deslocamento devem ser viáveis.
  • Interação: aulas e grupos ampliam o contato social.

O Dr. Yuri Silva Portela frisa que a idade não é um fator determinante para a aprendizagem. O ritmo pode ser ajustado e adaptações podem ser necessárias, mas um ambiente acessível garante a participação. O aprendizado proporciona o desenvolvimento intelectual, estabelece propósitos e promove a convivência. Por fim, a participação em aulas ou oficinas pode proporcionar o desenvolvimento de novos interesses e a criação de relacionamentos, contribuindo para o envelhecimento ativo.

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