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Brasil

Como a tecnologia pode resolver três grandes gargalos logísticos?

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez 3 de abril de 2024 8 Min de leitura
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Reduzir custos, melhorar os níveis de serviço e tornar as operações mais sustentáveis. Esses são os três grandes nós da logística brasileira que precisam ser desatados para que o setor melhore sua performance e tenha um ano tão promissor quanto o que se espera da economia em 2024.

A jornada da cadeia de supply chain, no entanto, é desafiadora. O custo logístico no Brasil representa cerca de 13,7% do PIB contra 8% nos Estados Unidos e 7% na Alemanha, segundo levantamento do Instituto de Logística e Supply Chain (ILOS).

O tempo médio de entrega de uma carga no Brasil é de sete dias, bem distante do prazo praticado nos Estados Unidos (2 dias) e na Alemanha (3 dias). Não é à toa que no ranking do Índice de Performance Logística divulgado pelo Banco Mundial, o Brasil fique atrás de outros 55 países.

Os maiores desafios da cadeia de supply chain estão relacionados à baixa eficiência do setor e à dificuldade em aumentar a produtividade, sintomas claros de um segmento que ainda subestima o papel da tecnologia na solução dos problemas.

Uma pesquisa recente revela que, no Brasil, 42,9% das empresas contam com três ou mais softwares de gestão logística (nem sempre integrados) e 71,5% fazem investimentos em tecnologia. Ainda assim, o percentual é insuficiente para um cenário tão complexo, avalia Vasco Oliveira, fundador e CEO da nstech – maior empresa de software para supply chain da América Latina.

Quem paga a conta?

A baixa produtividade e os custos elevados são entraves para o crescimento do setor logístico e um ponto negativo no famoso “custo Brasil”. O resultado é uma conta pesada para embarcadores, operadores logísticos, transportadores, distribuidores e varejistas.

Os consumidores também sentem os reflexos dos gargalos logísticos, afinal, os entraves aos quais a cadeia de suprimentos está sujeita são responsáveis por elevar em até 8% o custo final dos produtos.

A dor de cabeça é intensificada pelo preço dos combustíveis, custo de produção e manutenção de estoques e pouca infraestrutura nas rodovias. Enquanto esses problemas persistirem, associados à alta carga tributária e ao excesso de burocracia, a aposta mais adequada para o setor está na tecnologia.

Estratégia para crescer mais gastando menos

De acordo com a Confederação Nacional dos Transportes, em termos de produtividade, o setor de transportes no Brasil realiza apenas um quinto do que é praticado pelo sistema logístico norte-americano. Esse, no entanto, não é o único responsável pelos problemas da cadeia logística.

Há falhas também na gestão de pátios e de armazéns, na integração e na otimização dos processos, na segurança das viagens e na visibilidade restrita das operações de ponta a ponta. Tudo isso impacta no fluxo operacional, causa problemas nos embarques e viagens, atrasa as entregas e aumenta a insatisfação dos clientes, comprometendo a competitividade.

Para Vasco Oliveira, o setor logístico precisa crescer mais gastando menos. Mas como fazer isso? Para o especialista, o caminho está na melhoria da eficiência end-to-end – e não apenas da porta para dentro – e na automatização da relação com os diferentes stakeholders da cadeia de supply chain. “Reduzir custos e melhorar o nível de serviço requer a integração de sistemas, consolidação de tecnologias e maior colaboração na logística.”

Como recursos para atingir essa meta, o executivo com mais de 26 anos de experiência em supply chain e ex-presidente da Associação Brasileira dos Operadores Logísticos ressalta a necessidade de implementação de sistemas de gerenciamento de transporte e de armazéns, como o TMS (Transportation Management System) e o YMS (Yard Management System).

“Acabar com os gargalos na logística brasileira é viável, mas requer tecnologias que agilizem os processos de carga e descarga e sejam capazes de melhorar a gestão e a segurança das viagens,” diz Vasco Oliveira.

O poder da tecnologia na gestão logística

O uso de uma ferramenta completa como o TMS facilita a gestão de transportes para embarcadores e transportadores. Já a gestão, o controle de acesso e a automação de pátios e terminais são feitos perfeitamente por um sistema YMS.

• TMS embarcador

O TMS integrado end-to-end para grandes embarcadores da nstech é o único com emissão automatizada de documentos, oferta de cargas, montagem, precificação e auditorias de frete, agendamento de entregas e coletas, roteirização, gestão de pátio e acompanhamento das entregas. Por sua capacidade de fazer tudo isso a partir de um só lugar, o TMS embarcador acaba sendo uma pré-condição para uma torre de controle moderna e online.

• TMS transportador

Para o transportador, o TMS é ferramenta principal e imprescindível. Além de centralizar os processos, oferece ampla visibilidade e controle, facilitando a tomada de decisão. Outra vantagem é a segurança de dados e a gestão total das viagens. No Brasil, cerca de 40% da frota circula vazia, o que gera custos adicionais e impacta na rentabilidade.

• YMS para pátios e armazéns

Considerada uma revolução na gestão de áreas de manobra e pátios de armazenamento, o YMS é essencial para as operações diárias de armazéns. A solução da nstech aumenta a previsibilidade e a autonomia, faz o planejamento das operações com base nas programações de carga e descarga, eleva a transparência e gerencia a execução de cada processo com medição de tempos.

Outras funcionalidades do YMS são o checklist do motorista, totem de autoatendimento para acesso dos veículos ao pátio, automação de gates, verificação de conformidade de cada etapa, eliminação de trabalhos manuais e redução de custos.

Bons exemplos

A eficiência e a melhoria nos níveis de serviço e de produtividade são visíveis em operações que utilizam tecnologia a seu favor. A Citrosuco, uma das maiores empresas de suco de laranja do mundo, conseguiu reduzir em 25% o tempo médio de permanência dos veículos em operação e aumentou de 38% para 98% do índice de pontualidade na operação com a implementação do YMS.

No caso da Motz Transportadora Digital, o TMS foi a solução para emitir 50 mil documentos/mês, em média, com uma equipe bem enxuta. “O TMS potencializou a receita, melhorou o gerenciamento dos processos e tornou a emissão da documentação de transporte muito mais integrada e ágil,” conta Leopoldo Suarez, head de TMS para grandes prestadores de serviços logísticos da nstech.

Assim como fez com a Citrosuco e a Motz, a nstech tem centenas de outras soluções para aumentar a produtividade, melhorar o nível de serviço e tornar as operações da cadeia de suprimentos muito mais alinhadas à logística verde. Conheça todas as tecnologias oferecidas pela nstech, a maior empresa de software para supply chain da América Latina.

 

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