Pesquisa mostra crescimento histórico das compras pela internet e revela oportunidades para negócios, criadores de conteúdo e profissionais do marketing digital.
O comércio eletrônico brasileiro alcançou um novo marco em 2026, consolidando a internet como um dos principais canais de consumo do país. Uma pesquisa divulgada nos últimos dias pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL), em parceria com o SPC Brasil e a Offerwise Pesquisas, aponta que cerca de 139 milhões de brasileiros realizaram compras online nos últimos 12 meses, o maior número já registrado na série histórica do levantamento. O dado reforça uma transformação que vai além das vendas: consumidores estão cada vez mais conectados, pesquisam produtos antes de comprar, acompanham influenciadores e utilizam redes sociais como parte da jornada de consumo. Para empresas, empreendedores e profissionais do marketing digital, o cenário representa novas oportunidades, mas também exige estratégias voltadas para experiência do usuário, segurança e presença digital consistente. Entender o significado desses números ajuda a explicar por que investir na internet deixou de ser uma tendência para se tornar uma necessidade competitiva.
O recorde do e-commerce mostra que a internet faz parte da rotina do consumidor brasileiro
Segundo a pesquisa, aproximadamente 85% dos consumidores digitais das capitais brasileiras fizeram pelo menos uma compra pela internet no último ano. Isso representa um crescimento expressivo em relação ao levantamento anterior e indica que cerca de 20 milhões de novos consumidores passaram a utilizar o comércio eletrônico em comparação com 2025. Além do aumento na quantidade de compradores, também houve crescimento na frequência das compras, demonstrando maior confiança dos usuários nas plataformas digitais e nos meios de pagamento disponíveis.
Esse avanço acompanha a expansão do acesso à internet e da conectividade móvel no Brasil. A popularização do 5G, a melhoria da infraestrutura de redes e o uso massivo de smartphones tornam a experiência de compra cada vez mais rápida e acessível. Dados do Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) e da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) mostram que o acesso móvel continua sendo o principal meio de conexão dos brasileiros, favorecendo o crescimento de aplicativos, marketplaces e lojas virtuais. Para pequenos negócios, isso significa a possibilidade de competir nacionalmente sem depender exclusivamente de pontos físicos.
O comportamento do consumidor também mudou. Antes de concluir uma compra, muitos usuários pesquisam avaliações, assistem a vídeos de influenciadores, consultam redes sociais e comparam preços em buscadores. Esse processo fortalece o papel do marketing de conteúdo, da otimização para mecanismos de busca (SEO) e da produção de conteúdo relevante como fatores decisivos para conquistar visibilidade e confiança. Empresas que investem apenas em anúncios pagos tendem a perder espaço para marcas que conseguem oferecer informação útil durante toda a jornada do consumidor.
O crescimento das compras online amplia oportunidades para negócios digitais
O novo recorde beneficia não apenas grandes varejistas, mas também microempreendedores, criadores de conteúdo e pequenas empresas que utilizam a internet para vender produtos e serviços. Plataformas de e-commerce, redes sociais e aplicativos de mensagens permitem que negócios de diferentes portes alcancem consumidores em todo o país. Isso reduz barreiras geográficas e amplia a competitividade do mercado digital brasileiro.
Ao mesmo tempo, o aumento da atividade online torna ainda mais importante investir em credibilidade e segurança. Consumidores valorizam sites rápidos, certificados digitais, políticas claras de privacidade e processos transparentes de pagamento. A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) continua sendo um dos pilares para empresas que tratam informações pessoais, exigindo cuidados na coleta, armazenamento e utilização dos dados dos clientes. O fortalecimento da cultura de proteção de dados contribui para aumentar a confiança nas transações eletrônicas e reduzir riscos relacionados a golpes e vazamentos de informações.
Outro aspecto relevante é a crescente utilização de inteligência artificial nas operações digitais. Ferramentas baseadas em IA ajudam a recomendar produtos, automatizar atendimento, personalizar campanhas de marketing e analisar o comportamento do consumidor. Pequenas empresas também passaram a adotar soluções acessíveis para criação de conteúdo, atendimento automatizado e análise de desempenho, reduzindo custos e aumentando a eficiência das estratégias digitais.
Como empresas e profissionais podem aproveitar essa transformação digital
Os números apresentados pela pesquisa indicam que o consumidor brasileiro está cada vez mais disposto a comprar pela internet, mas também se tornou mais exigente. Ter apenas um site ou uma loja virtual já não é suficiente para conquistar resultados consistentes. É necessário investir em conteúdo de qualidade, boa experiência de navegação, presença ativa nas redes sociais e estratégias de SEO capazes de responder às dúvidas dos usuários antes mesmo da decisão de compra.
Criadores de conteúdo também encontram um ambiente favorável para monetização. O crescimento do comércio eletrônico fortalece programas de afiliados, parcerias comerciais e produção de conteúdos especializados, já que muitos consumidores buscam avaliações, tutoriais e comparativos antes de realizar uma compra. Essa integração entre informação e comércio faz com que blogs, canais de vídeo e perfis especializados tenham papel cada vez mais relevante na economia digital.
Outro fator importante é acompanhar as mudanças regulatórias relacionadas à internet. Temas como proteção de dados, segurança digital e transparência no uso de inteligência artificial devem continuar em destaque nos próximos anos. Empresas que adotarem boas práticas desde agora estarão mais preparadas para atender às expectativas dos consumidores e às exigências legais, fortalecendo sua reputação no ambiente online.
O crescimento histórico do e-commerce brasileiro demonstra que a transformação digital continua acelerando. Mais consumidores conectados significam novas oportunidades para empresas, profissionais de marketing, influenciadores e empreendedores que sabem utilizar a internet como ferramenta de negócios. Em um cenário de concorrência crescente, investir em conteúdo relevante, segurança da informação, presença digital e experiência do usuário tende a ser um diferencial cada vez mais importante. O recorde de 139 milhões de compradores online não representa apenas um número expressivo, mas um sinal de que a economia digital brasileira entrou em uma nova fase de maturidade, na qual informação, tecnologia e confiança caminham juntas para impulsionar o desenvolvimento dos negócios na internet.
Fontes:
CNDL (Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas) – Pesquisa sobre consumo online 2026
https://site.cndl.org.br/com-recorde-historico-consumo-online-levou-139-milhoes-de-consumidores-as-compras-na-internet-no-ultimo-ano-aponta-pesquisa-cndlspc-brasil/SPC Brasil – Estudos e Pesquisas
https://www.spcbrasil.org.br/pesquisasOfferwise Pesquisas
https://offerwise.com/br/CGI.br (Comitê Gestor da Internet no Brasil)
https://cgi.br/NIC.br – Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br)
https://cetic.br/Anatel – Agência Nacional de Telecomunicações
https://www.gov.br/anatel/pt-brAutoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) – LGPD
https://www.gov.br/anpd/pt-brLei Geral de Proteção de Dados (LGPD)
https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2019-2022/2018/lei/l13709.htm

