No entendimento de Tiago Schietti, falar sobre planejamento funerário ainda é um tabu para muitas famílias, mas a verdade é que essa conversa tem tudo a ver com cuidado, responsabilidade e respeito. Pensar previamente sobre decisões que inevitavelmente farão parte da vida evita sofrimento adicional em um momento já marcado pela dor da perda.
Mais do que uma questão financeira, o planejamento funerário envolve escolhas práticas, emocionais e até culturais. Quando essas definições são feitas com antecedência, a família ganha clareza, segurança e tempo para viver o luto com mais acolhimento e menos pressão. Nas próximas linhas, você vai descobrir como essa organização contribui para escolhas mais conscientes, respeito às vontades individuais e maior tranquilidade para a família.
O que é planejamento funerário e como ele funciona?
O planejamento funerário consiste em organizar previamente os serviços e decisões relacionados ao falecimento de um ente querido. Isso pode incluir a escolha do tipo de cerimônia, sepultamento ou cremação, local, rituais religiosos ou simbólicos e até detalhes logísticos.
Na prática, esse planejamento pode ser feito por meio de planos funerários, contratos antecipados ou mesmo registros formais das vontades da pessoa. Conforme elucida Tiago Schietti, o objetivo não é antecipar a morte, mas reduzir incertezas e conflitos quando o momento chegar.
Por que planejar o funeral ainda em vida?
Na visão de Tiago Schietti, muitas pessoas associam o planejamento funerário a pessimismo ou medo, quando, na realidade, ele representa um ato de cuidado com quem fica.

Planejar em vida garante que os desejos pessoais sejam respeitados e evita que familiares tenham que tomar decisões difíceis sob forte impacto emocional. Além disso, diminui o risco de divergências entre parentes, algo bastante comum em momentos de fragilidade.
Principais benefícios do planejamento funerário para a família
Antes de listar os benefícios, é importante entender que eles vão muito além da economia financeira. O impacto positivo está também na organização emocional e na tranquilidade do processo:
- Redução do estresse emocional no momento da perda;
- Clareza nas decisões e respeito às vontades do falecido;
- Previsibilidade de custos e menor impacto financeiro;
- Agilidade nos trâmites burocráticos;
- Maior possibilidade de uma despedida personalizada.
Esses fatores ajudam a transformar um momento difícil em uma experiência mais digna e acolhedora.
Impactos financeiros e organização patrimonial
De acordo com Tiago Schietti, um dos aspectos mais relevantes do planejamento funerário é a previsibilidade de custos. Funerais realizados sem preparo costumam gerar despesas inesperadas, muitas vezes em um momento em que a família não está emocionalmente preparada para lidar com questões financeiras.
Quando há planejamento, é possível organizar pagamentos, escolher serviços compatíveis com o orçamento e evitar decisões impulsivas. Isso também se conecta com a organização patrimonial, pois reduz o risco de desestruturação financeira após a perda.
Planejamento funerário como forma de cuidado emocional
Além da questão prática, o planejamento funerário tem um impacto profundo no aspecto emocional. Saber que tudo está organizado permite que a família concentre sua energia no luto, na memória e no apoio mútuo.
Para Tiago Schietti, esse cuidado prévio transmite uma mensagem clara de afeto e responsabilidade. Para quem fica, há um sentimento de acolhimento e respeito, pois as decisões já estavam alinhadas com os desejos do ente querido.
Um tema difícil, mas cada vez mais necessário
Em conclusão, com as mudanças sociais e o aumento da longevidade, o planejamento funerário deixou de ser um assunto distante. Ele passou a integrar conversas sobre qualidade de vida, organização familiar e responsabilidade emocional.
Encarar esse tema com naturalidade é um passo importante para famílias mais preparadas e conscientes. Planejar não elimina a dor da perda, mas torna o caminho menos pesado e mais humano para todos os envolvidos.
Autor: Charles Demidov

