Conforme aponta Ian Cunha, o Sistema Único de Saúde desempenha papel central no enfrentamento das doenças crônicas no Brasil. Condições como hipertensão, diabetes, doenças cardiovasculares e respiratórias exigem acompanhamento permanente, ações preventivas e organização eficiente da rede de atendimento. Neste artigo, você entenderá como o SUS atua no combate às doenças crônicas, quais estratégias fortalecem o cuidado contínuo e de que forma a atenção básica se torna eixo estruturante da longevidade e da qualidade de vida da população.
Por que as doenças crônicas representam um desafio crescente?
As doenças crônicas não transmissíveis estão entre as principais causas de mortalidade no país. Diferentemente de condições agudas, elas exigem acompanhamento prolongado e mudanças de estilo de vida, o que amplia a complexidade do cuidado.

O envelhecimento populacional intensifica esse cenário. À medida que a expectativa de vida aumenta, cresce também a incidência de doenças de longa duração. Esse contexto exige políticas públicas estruturadas, capazes de integrar prevenção, diagnóstico precoce e tratamento contínuo.
Como o SUS organiza a prevenção das doenças crônicas?
A prevenção começa na atenção primária, especialmente por meio das equipes do Sistema Único de Saúde, como explica Ian Cunha. Unidades básicas de saúde realizam acompanhamento regular da população, promovendo campanhas educativas, vacinação e rastreamento de fatores de risco.
Programas voltados à promoção da saúde incentivam alimentação equilibrada, prática de atividade física e controle do tabagismo. Essas iniciativas reduzem a probabilidade de desenvolvimento de doenças crônicas e fortalecem a cultura de autocuidado. A prevenção, nesse contexto, é mais eficiente e menos onerosa do que o tratamento tardio.
De que forma a atenção básica contribui para o controle dessas doenças?
A atenção básica funciona como porta de entrada do sistema e principal responsável pelo monitoramento contínuo. Consultas periódicas, exames de rotina e acompanhamento multiprofissional permitem identificar alterações precocemente.
Na visão de Ian Cunha, esse acompanhamento regular evita complicações graves e hospitalizações desnecessárias. Quando o paciente é acompanhado de forma sistemática, há maior adesão ao tratamento e melhor controle dos indicadores clínicos. A proximidade entre equipe de saúde e comunidade fortalece vínculo e confiança, elementos essenciais para continuidade do cuidado.
Quais estratégias o SUS utiliza para fortalecer o tratamento?
Entre as principais estratégias estão:
• Distribuição gratuita de medicamentos essenciais
• Protocolos clínicos padronizados
• Acompanhamento por equipes multiprofissionais
• Integração entre níveis de atenção
• Campanhas de educação em saúde
Essas ações promovem tratamento mais acessível e organizado. A padronização de protocolos reduz desigualdades regionais e garante maior segurança no atendimento.
Como a rede de atenção especializada complementa o cuidado?
Quando há necessidade de intervenções mais complexas, o paciente é encaminhado para serviços especializados. Hospitais, ambulatórios e centros de referência atuam em conjunto com a atenção básica para garantir a continuidade do tratamento.
No entendimento de Ian Cunha, essa integração é fundamental para evitar a fragmentação do cuidado. Doenças crônicas exigem acompanhamento articulado entre diferentes níveis de complexidade. A coordenação eficiente reduz a duplicidade de exames e melhora a qualidade das decisões clínicas.
Quais desafios ainda precisam ser superados?
Apesar dos avanços, o sistema enfrenta desafios relacionados à demanda crescente e à desigualdade de acesso em algumas regiões. A necessidade de ampliação de recursos humanos e tecnológicos é constante, como observa Ian Cunha.
Outro ponto crítico é a adesão do paciente ao tratamento. Mesmo com acesso garantido, o controle das doenças depende de mudanças comportamentais. Por isso, políticas de educação em saúde precisam ser contínuas e adaptadas à realidade local.
Como o SUS pode fortalecer ainda mais o combate às doenças crônicas?
Investir em prevenção estruturada e ampliar a digitalização dos prontuários são caminhos promissores. O uso de tecnologia pode facilitar acompanhamento remoto e monitoramento de indicadores de saúde.
Além disso, fortalecer a integração entre atenção básica e especializada garante cuidado mais eficiente e humanizado. O enfrentamento das doenças crônicas exige visão sistêmica e planejamento de longo prazo. Ao consolidar políticas preventivas e ampliar o acesso ao tratamento contínuo, o sistema público reforça seu papel estratégico na promoção da longevidade e na melhoria da qualidade de vida da população brasileira.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez

